Consciência e Testemunho

Introdução

A situação conflitual e de sofrimento reclama uma ação testemunhal da Igreja. Para servir o homem, respondendo ao anseio de liberdade e dignidade, em sua missão evangeliza­dora, ela assume uma consciência crítica e aguda de si mesma enquanto missionária de Cristo no mundo, e da situação histórica concreta em que vivem os homens. Formar e despertar a consciência para a verdade de Cristo, da Igreja e do homem, é realizar um testemunho objetivo.

Na realidade em que está empenhada em evangelizar e transformar, a Igreja mostra sua face profundamente profética. Seu testemunho continua o testemunho de Cristo1 como anúncio de sua Palavra e do Reino do Pai, denúncia das situações de pecado contrárias ao Reino e serviço na caridade e na esperança junto aqueles que estão empenhados em construir uma nova humanidade.

O testemunho da Igreja é o mesmo testemunho de Cristo dado em favor do homem. Diante de uma situação conflitual nem sempre ele é compreendido e aceito, por isso a Igreja muitas vezes paga tributo ao seu projeto missionário e evangelizador. Assim, a história da evangelização e refontalização da Igreja é também, muitas vezes, uma história de martírio.

Consciência e Testemunho

A consciência constitui um importante referencial para o testemunho. Ela é considerada fundamental para discernir o desígnio de Deus na história e na vida do povo. A partir da revelação expressa na Sagrada Escritura e interpretada pelo Magistério da Igreja, junto com a lei natural e os sinais dos tempos, ela forma o quadro dentro do qual os cristãos buscam realizar sua vocação2.

Na reflexão teológica e também na ação pastoral, a consciência vem entendida como conhecimento e julgamento da realidade objetiva e, ao mesmo tempo, orientamento para uma atitude criativa3.

O Concílio afirmou que a consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem onde ele se encontra só com Deus e onde ressoa a sua voz4. Ela se encontra na raiz mais profunda do humano. É o próprio humano considerado no seu núcleo mais íntimo, chamado a desenvolver-se em uma determi­nada direção: sua humanização. É pela consciência que o homem pode conhecer a existência, os limites e as possibilidades da realidade da qual faz parte. Ele é um ser ético enquanto assume a constituição de sua existência a partir de um projeto de humanização sempre mais pleno5.

Na consciência ressoa a voz de Deus, isto é, na sua origem há uma presença divina que não tolhe mas realiza e dá autonomia ao homem, por isso, o respeito a ela é um direito inalienável da pessoa6. O Fato do homem estar presente a si mesmo, em sua consciência e, nela ouvindo a voz de Deus, não o torna ensimesmado, ao contrário, a voz de Deus é sempre interpelante a favor do próximo, portanto, reclama a responsabilidade como dever de fidelidade ao Deus que fala na intimidade do homem7. O homem responde ao apelo fundamental de sua consciência quando se insere na dimensão salvífica inau­gurada pelo Cristo. O vínculo entre o humano e o divino pode ser denominado consciência moral porque é abertura às interpelações concretas de Deus em Jesus Cristo. Deus não só revela o que o homem deve fazer ou deixar de fazer, mas cria a consciência como luz possibilitadora da resposta ao seu chamado8.

Na Sagrada Escritura a consciência é o lugar da interpelação de Deus e da eclosão de todos os desejos, intenções e atos do homem9. J.Dupont afirma que “a consciência, iluminada pelo Espírito e pela lei interna da caridade, tem a possibilidade de discernir a vontade de Deus e o que agrada ao Senhor. Assim, a consciência, identificada com o coração, é uma instância e função da pessoa”10.

Consciência e responsabilidade

Consciência e responsabilidade estão muito próximas e até intimamente unidas, isto é, a consciência, enquanto co­nhecimento e vivência do real, estão unidos à consciência moral enquanto julgamento do dado objetivo. Assim, a consciência psicológica é a consciência testemunho que vê e experi­menta, e a consciência moral é a consciência julgadora. Ela acrescenta ao testemunho o seu valor11. O homem consciente, portanto, é responsável de julgar corretamente o mundo em que vive, junto com os outros homens, e agir responsavel­mente para humanizá-lo. Nesse sentido, a consciência moral possui uma dimensão valorativa que se constitui em função da pessoa como parte do testemunho12. Deus escreve no coração do homem a sua lei e, a dignidade do homem está em obedecer a essa lei13. O homem dá testemunho dessa lei agindo respon­savelmente no mundo, especialmente com responsabilidade para consigo mesmo e diante daquele que sofre.

A consciência é saber com o outro, ser testemunha, confidente, é também conhecimento reflexivo, portanto, de si mesmo. É ainda um saber-com, compartilhado e dinâmico, enquanto conhecimento e vivência da mesma realidade. Portanto, a voz de Deus que informa a consciência direciona, da mesma forma, à escuta dos apelos concretos da realidade. Por isso, a fidelidade à própria consciência se torna também responsa­bilidade comunitária na busca de maior realização humana. O Concílio lembrava que “na fidelidade à consciência, os cristãos se unem aos outros homens, para buscar a verdade e para resolver, segundo a verdade, tantos problemas morais que surgem tanto na vida de cada indivíduo como na vida social. Quanto mais, pois, prevalece a reta consciência, tanto mais as pessoas e os grupos sociais afastam-se da arbitrariedade cega”14. Dessa forma, a dimensão alterativa‚ importante para a consciência do sofrimento do outro, como igual, semelhante. Diante do sofrimento coletivo se descobre o valor da fraternidade. O sofrimento de um atinge a todos e, no sofrimento de todos, ninguém está isento. Fraternidade, solidariedade, bem como a responsabilidade por si e pelo ou­tro, são componentes essenciais da consciência cristã.

O clamor como apelo à consciência

O contexto ao qual se refere esta análise, apresenta a realidade como apelo à consciência humana, especialmente aquela cristã, na busca da justiça como fundamento da vida social e teologal da fé15.

Medellin já constatava que “um clamor surdo brota de milhões de homens, pedindo a seus pastores uma libertação que não lhes chega de nenhuma parte”16, e Puebla acrescentou que “esse clamor agora é claro, crescente, impetuoso e ameaçador”17. Padre Häring corrobora essa reflexão dizendo que “o homem de hoje apela para a consciência quando protesta contra a intolerância dos indivíduos, contra a pressão psicológica ou física dos grupos ou do poder, contra os preconceitos, contra o legalismo carente de sensibilidade para com as exigências do amor e da justiça social, contra a obediência cega, contra a violação cruel das leis promulgadas em favor do bem comum, especialmente daquelas destinadas a tutelar os direitos fundamentais de cada pessoa”18. Dessa forma, esse clamor é a um tempo apelo à consciência e manifestação da consciência da realidade de sofrimento, isto é, apela e sinaliza uma situação que deve mudar. Paulo VI afirmava em Bogotá que “o problema se agravou porque tomastes consciência de vossas necessidades e de vossos sofrimentos e não podeis tolerar que estas situações perdurem sem apresentar-lhes solícito remédio”19.

Esse clamor dos que sofrem é o ato próprio de quem é ouvido por Deus. Ele nasce de uma dupla fonte: da grandeza da dor que faz gritar e da certeza da fé de que Deus ouve o grito do homem que sofre. Em Ex 3,7-8 Deus vê o sofrimento e a miséria do povo, ouve o seu clamor e vem em seu socorro. Assim, o clamor pode ser o último recurso que resta na vida, mas ser sempre o primeiro em ordem à consciência, isto é, Deus por primeiro desperta a consciência humana para o seu desígnio salvífico. A resposta definitiva à promessa de vir até o povo para salvá-lo Ele a realizou em Jesus de Nazaré. Jesus é a resposta do Pai ao clamor do povo. Veio para que todos tivessem vida em abundância20.

Finalmente, o clamor daquele que sofre orienta para um projeto de reconquista da humanidade perdida e é também ato de fé num futuro de liberdade. Ele é contestador da injustiça cometida e anunciador da verdade de que, em Deus, todos os homens são iguais.

Consciência e testemunho eclesial

A Igreja manifesta a fidelidade a sua missão evangelizadora numa atitude de escuta. Ela ouve o clamor de uma situação de sofrimento e procura dar uma resposta. Esse é o seu testemunho. Ela toma consciência de si mesma, portanto, consciência reflexa de sua responsabilidade pastoral, não podendo ficar indiferente aos graves problemas que sofrem os homens a quem ela tem de servir. Reconhece que eles têm agora mais consciência da realidade na qual vivem e que os ameaça. Procura ouvir seu clamor e assumir sua causa, no testemunho profético, na promoção da justiça e numa atitude de serviço21. Ela busca ainda formar as consciências para a percepção realista dos problemas. Já que o fato moral encon­tra seu fundamento na análise objetiva da realidade, cada um deve tomar consciência desse fato porque toca diretamente a consciência que é fonte de decisão moral. É elemento es­sencial à tarefa da Igreja hoje tornar a consciência ingênua em consciência crítica, despertando-a para o sentido da justiça, da responsabilidade social, da solidariedade e da dignidade, para que todos cheguem ao conhecimento da verdade22.

Formação da consciência

A consciência cristã deve ser uma consciência reta e bem formada23, pois ela ser sempre uma consciência assumida na fé, dialogante e aberta à esperança. A retidão da consciência, segundo o Concílio, é que une os cristãos aos homens de boa vontade24 e se torna consciência verdadeira quando se deixa possuir pelo real em seu dinamismo moral na busca da verdade objetiva25. Existe, pois, para os cristãos empenhados na transformação social, econômica e política, um compromisso de conhecer a verdade objetiva, real, e deixar-se sensibilizar, para poder atuar com consciência reta e verdadeira.

Formação da consciência como conscientização

O tema da formação da consciência afirmado pelo Concílio26 foi entendido por Medellín como “formação da consciência social”, denominada de “conscientização”27 e assumido por Puebla como “espírito de crítica” despertado pelo trabalho dos agentes de pastoral28. Na pastoral da Igreja no Brasil o tema foi amplamente difundido no sentido de “permanente educação comunitária” da fé, e da vida social e política29, já que “as estruturas sociais injustas pervertem as consciências e bloqueiam impulsos sadios que nascem do povo”30.

A conscientização se tornou prática de despertar e mover a consciência do outro para uma apreensão e conhecimento da realidade na qual se está inserido, mostrando que, a partir dos valores pessoais e comunitários, pode-se mudar qua­litativamente o contexto social31. A conscientização quer levar ao discernimento da realidade com o intuito de transformá-la32. Ela começa pela descoberta do significado da existência humana no mundo. “A pessoa humana é um nó de relações”33. Com isso quer-se dizer que conscientizar é humanizar. A conscientização vem favorecer, em primeiro lugar, a descoberta do sentido profundo da vida humana inserida num contexto histórico e social específico.

A formação da consciência busca a humanização das estruturas sociais: mundo do trabalho (sindicatos, associações), saúde (hospitais, postos de saúde, centros de atendimento), política (partidos, movimentos populares, economia (produção industrial, consumo, produção de alimentos). Dessa forma, o processo de conscientização deve transformar a consciência ingênua numa consciência empenhativa34. A conscientização desperta a autenticidade existencial como fidelidade a vocação à liberdade e à dignidade. A pessoa é livre e, no entanto, precisa fazer-se livre, daí que viver em contínuo processo de busca da liberdade é ato moral bom e obrigatório. Conforme a Gaudium et Spes há uma “vontade de liberdade em oposição a uma vontade de poder. Seu fundamento é a consciência da dignidade humana. Esta dignidade encontra no cristianismo seu grau máximo de compreensão e fundamentação35.

Na apreensão da realidade, dos problemas sociais e de suas causas concretas, descobriu-se uma situação de contradição para a consciência cristã que Puebla classificou de “escândalo”36 por ocorrer num ambiente cristão e de maioria católica. Dessa forma, o processo de formação da consciência, levou em conta o substrato cristão católico do povo, despertando e revalorizando, não só as potencialidades pessoais do indivíduo, mas também do cristão, como membro de uma Igreja, colocando especialmente em relevo o caráter tes­temunhal de responsabilidade pelo outro. Esse compromisso constitui um fato importante para a militância cristã, pois deu lugar a uma nova maneira de vivenciar a fé. Tornou-se compromisso histórico37, por isso mesmo crítico, superando uma fase espontânea de apreensão da realidade. A partir da fé e da prática eclesial a realidade circunstante foi, não somente apreendida, mas também julgada. A conscientização se tornou assim “um conhecimento problematizador da realidade, requerendo do homem uma ação transformadora sobre o objeto cognoscível”38.

Nem sempre, porém, o processo de conscientização conse­guiu trazer à luz a visão otimista da realidade, de seus valores e possibilidades, refletidos numa mudança de comportamento, atitudes e hábitos. Faltou, segundo A. Hortelano, uma recorrência com maior profundidade ao discernimento do logos spermatikós, isto é, a apreensão dos valores da Criação e da Redenção presentes na vida social e, ainda, uma valoração positiva da história da Igreja, já que a consciên­cia cristã é essencialmente eclesial no plano histórico39. O processo da formação da consciência não é puro, por isso, absolutizar posições que são historicamente transitivas, conforme alertou Puebla40, pode configurar um dado negativo no balanço do processo de conscientização.

Concluindo, pode-se afirmar que o testemunho, como com­ponente indispensável da evangelização, pressupõe uma tomada de consciência da missão, dos valores e da responsabilidade da própria Igreja. Pressupõe, ao mesmo tempo, uma tomada de consciência da realidade social para nela inferir e transformar. Ao realizar seu testemunho ela desperta também a consciência do homem possibilitando que ele se torne o agente de sua própria libertação.

NOTAS:

1. Cf. LG 12,36

2. R.RINCÓN reconhece a consciência como fenômeno universal de importância histórica, in: Praxis Cristiana, v.I, Madrid: 1980, 347-367

3. Segundo C.MAURER (Kthl, v.VII, 270-326) a consciência tem caráter cognoscitivo e julga as ações no contexto das res­ponsabilidades humanas. Na cultura latina é o conhecimento de si e também conhecimento das virtudes e vícios. Para o AT, o Deus que fala, abre o homem à compreensão de si pró­prio, fazendo-o agir com responsabilidade (Dt 30,14). Ouvir a voz de Deus e ter um coração puro é imperativo para o homem. No NT, especialmente em Paulo, é auto conhecimento indicando o homem presente a si mesmo e que se reconhece no querer e no agir em relação à consciência do próximo (Cf. 1Cor 8,9-12) e como ato de julgar-se a si mesmo a partir do juízo de Deus (Cf. 2Cor 1,12; 4,2). Em Hebreus a má consciência é pu­rificada pelo Batismo. A conversão da consciência corres­ponde ao nascimento do homem novo, daí que o cristão é homem consciente. Na 1Pdr 3,16 syneidesis e agap‚ indicam a vida cristã.

4. GS 16

5. Conforme X.ZUBIRI, A Revelação é presença real de Deus como realidade pessoal no fundo da realidade humana. Essa presença se faz sensível na voz da consciência, através da qual está Deus, manifesto sempre no núcleo de todo homem. Não só é possível o acesso a Deus como Deus está acedido por todos os homens e em todo tempo por ser realidade pessoal que subjaz no mundo e no ser humano. O homem é na sua in­quietude radical positiva, assume a atitude singular na exe­cução de seus atos, ouvindo a voz da consciência, isto é, sua própria realidade; in Sobre la essencia, Madrid: 1985.

6. Segundo J. FUCHS, o homem moderno torna-se, dia a dia, mais consciente de sua dignidade pessoal. O próprio Concílio re­conheceu o fato da crescente auto-consciência da pessoa hu­mana. Cf. La conscienza e l’uomo d’oggi in: Responsabilità personale e norma morale, Bologna: 1987, 187-209

7. GS 7

8. Cf. F.X.DURRWELL. Libertatem vocatis estis, Miscellanea Bernhard Häring, in: Studia Moralia, XV (1977) Roma: 1977.

9. No AT predomina a noção de coração como testemunha do va­lor moral dos atos humanos, por isso, converter a consciên­cia é converter o coração e, a sabedoria é fazer obras boas. No NT a consciência é juízo religioso-moral (2Cor 4,2; 5,11; Rm 13,5); como testemunho (Rm 2,15; 9,1; 2Cor 1,13); disposição moral comum a todos os homens (Rm 2,14); última ins­tância de decisão moral (1Cor 8,10; Rm 14); há o dever de formá-la (1Cor 10,29.30; 11,28; 2Cor 13,5; Gal 6,4) buscando a vontade de Deus (12,2; Ef 5,19) ponderando o que convém (Fil 1,10); tem de ser boa e irrepreensível (At 23,1; 24,16)

10. Aux origines de la notion chr‚tienne du conscience morale in Studia Helenistica, nº 5, Paris: 1948, 119-153

11. Cf. A.RONDAN, La consciencia moral, Madrid: 1966, 24

12. D.CAPONE afirma que a dignidade da consciência consiste em ser função e valor da pessoa que d testemunho em cada decisão moral expressando o ser, em Cristo, Filho de Deus Pai; in Antropologia, consciência y responsabilidad, Madrid: 1971, 156

13. GS 16

14. ibidem

15. Para um estudo do conceito de justiça em relação à consciência veja. VIDAL. Moral de Actitudes, v.III, Madrid: 1979, 88-103

16. Pobreza, 2

17. Puebla 89

18. Etica cristiana in un’epoca di secolarizzazzione, Roma: 1974, 197

19. Medellin, Paz, 6

20. Jo 10,10

21. Puebla, 87, 1134, 1138

22. A Instrução Libertatis Nuntius ajuda sobremaneira esta reflexão ao colocar as motivações principais para o testemu­nho da Igreja em relação a consciência: consciência da li­berdade e dignidade do homem, consciência do primado da pes­soa sobre as estruturas, afirmação dos direitos inalienáveis das pessoas e dos povos; consciência das exigências de con­dições econômicas, sociais e políticas que possibilitem o pleno exercício da liberdade; consciência dos obstáculos que impedem o desenvolvimento e ofendem a dignidade humana. A Igreja faz suas essas aspirações e as discerne à luz do Evangelho, revelando ao homem a sua dignidade de pessoa cha­mada a entrar em comunhão com Deus. O Evangelho de Jesus Cristo provoca uma tomada de consciência aguda da profundi­dade da liberdade humana e compromete toda a Igreja na busca dessa liberdade. Cf. Instructio De Libertate Christiana et Liberatione (22/3/1986) AAS LXXIX (5/5/1987), 554-599

23. “Os cristãos tem o dever de formar sua consciência examinando-se a si mesmos (1Cor 11,28; 2Cor 13,5; Gl 6,4) procurando a vontade de Deus (Rm 12,2; Ef 5,10) ponderando em cada ocasião aquilo que lhes convém (Fl 1,10). A consciência deve ser boa e irrepreensível (At 23,1; 24,16). Para o NT não se pode ter uma consciência pura se não tiver a fé per­feita. A fé condição indispensável para uma consciência moral cristã. É, portanto, religiosa e dialogal”; ver: M.VIDAL. Moral de Actitudes, v.I, Madrid: 41977, 277

24. GS 16

25. Cf. X.ZUBIRI. o real diz respeito, em primeiro lugar, às relações do homem com as coisas, com os seres, com a histó­ria e com Deus como realidade sustentadora da pessoa humana. Há, portanto, um compromisso de todo o ser com a realidade vista, sentida e vivida.

26. GS 87; IM 9,21; DH 14

27. Justiça, 3

28. nº 77

29. CNBB. Diretrizes gerais da ação pastoral da Igreja no Brasil, 79

30. Ibidem, 17

31. Ver: A.HORTELANO. Problemas actuales de Moral, v.I, Salamanca: 1979, 451-573

32. Cf. A. MOSER. Conscientização e mudança do ethos social brasileiro, in: Mudanças na moral do povo brasileiro, Petrópolis: 1984, 9-28

33. R.R. BARROS. ¿La educación utilitária o liberadora? Madrid: 1971, 47

34. O Papa Paulo VI na OA 2, afirmava que “a consciência empenhativa tem por objeto as diferenças flagrantes que subsistem no desenvolvimento econômico, cultural e político das nações”

35. nºs 12 e 22

36. Puebla 28

37. Sobre a consciência histórica ver: S. FERRARO. Morale e conscienza storica, in: Dialogo con Josef Fuchs (Saggi 26), Roma: 1988

38. D.CORCIONE. Poder e autoritarismo no Brasil, in: Perspectivas teológico-pastorais, São Paulo: 1985, 82

39 Cf. La superconsciencia moral cristiana, in: La consciencia moral hoy, Salamanca: 1979, 178

40. nºs. 535-562

Côn. Dr. José Adriano
Publicado in: Revista de Cultura Teológica nº 1 (out/dez/1992) 15-22; ISSN 0104-0529

Sobre conegoadriano

Doutor em Teologia Moral, professor, Sacerdote
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